Edital Concurso CAIXA 2018 para nível médio ainda depende de conclusão do último certame!

Após o lançamento do concurso do Banco do Brasil, muitos candidatos que almejam uma vaga na área bancária questionaram a possibilidade de abertura de um novo edital de concurso da Caixa. “E o da caixa”? “quando sai o concurso da caixa”? “as inscrições da caixa já estão abertas”?, foram os questionamentos mais comuns dos candidatos. E para acabá-los, ou pelo menos diminuírem, o Notícias Concursos reuniu todo o cenário envolvendo a possibilidade de um novo certame.

A última novidade referente a contratação de funcionários e abertura de concursos foi dada pelo presidente da instituição, Gilberto Occhi. De acordo com o mandatário, embora ainda não se tenha uma previsão quando o concurso será realizado, a instituição não vai realizar contratações sem abertura de certame. Ele negou a intenção de contratar bancários sem realização de concurso público.

A alteração de normativo interno dentro da estatal gerou desconfiança, abrindo brecha para a contratação de bancários terceirizados. No entanto, a CEF diz que não fará esse tipo de contratação. “Essa mudança na regulamentação foi muito mais para adequar a legislação aprovada às regras da Caixa. Não significa dizer que temos intenção. Momentaneamente, não há intenção da Caixa de fazer nenhuma contratação terceirizada para algum tipo de posto de trabalho dentro do banco”, disse o dirigente.

Após o programa de demissão voluntária e o imbróglio do último concurso na justiça, ainda não há perspectivas de novo concurso este ano. Porém, os candidatos não podem desanimar, já que uma das formas de ingresso é justamente através de seleções, na qual a CEF tem a tradição de publicar a cada dois anos. O último certame, por exemplo, contou com cerca de 1 milhão de inscritos, o que demonstra a intensa procura do concurso por parte dos candidatos.

Programa de Demissão Voluntária

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou no dia 22 de fevereiro, a segunda etapa do programa de demissão voluntária (PDV), plano que prevê o desligamento de funcionários. De acordo com o comunicado do banco, a adesão ao programa de demissão teve início no dia 23 de fevereiro, e seguiu aberto até 05 de março. Para participar, os empregados precisaram atender as seguintes exigências: aposentados pelo INSS até a data do desligamento, com exceção de aposentados por invalidez; estar apto a se aposentar pelo INSS até 31 de dezembro deste ano; ter no mínimo 15 anos de trabalho na Caixa até a data do desligamento; ter adicional de incorporação de função de confiança ou cargo em comissão/função gratificada até a data de desligamento.

O objetivo é ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência do banco. A CAIXA informou que se atingir o quantitativo máximo de desligamentos, a economia anual será de aproximadamente R$ 500 milhões a partir de dezembro de 2018.

Concurso de 2014 na justiça

A juíza Natalia Queiroz Cabral Rodrigues, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), julgou procedente a Ação Civil Pública, impetrada pelo Ministério Público do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins), que questiona a não contratação dos aprovados no concurso realizado em 2014 pela Caixa Econômica Federal. De acordo com a magistrada, são procedentes os pedidos para: postergar a validade do concurso público até o trânsito em julgado da decisão; condenar a Caixa a apresentar, no prazo de seis meses, um estudo de dimensionamento do quadro de pessoal, com indicativo das reais necessidades de contratações; e, em seguida, promover a convocação, para fins de admissão, de pelo menos 2 mil novos empregados, considerando-se o total de trabalhadores na época da confecção da cláusula 50 do ACT 2014/2015.

Nos últimos dois anos, diversas mobilizações foram realizadas, convocadas pela Fenae, Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), federações, sindicatos e pelos próprios concursados. Com a reativação da campanha “Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil”, foram promovidos atos nas agências e no prédio da Matriz, paralisações, abaixo-assinado e ações nas redes sociais. Nada foi capaz de sensibilizar a direção do banco.