Nova vacina contra febre aftosa impactará indústria e produtores no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF) anunciou no final de janeiro a liberação da nova dose da vacina contra a febre aftosa no Brasil. Entre as principais mudanças está o volume (que passou de 5ml para 2 ml) e a metodologia na aplicação, que passará a ser orientada na forma subcutânea. Todo o calendário de vacinação deste ano segue sem mudanças, com a vacina de 5 ml. A nova modalidade só passa a valer a partir do ano que vem.

O grande norteador desta nova fase da sanidade bovina brasileira é o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa). Aprovado no início de outubro de 2017, o plano divide o Brasil em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I: Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As diretrizes básicas preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação internacional e educação em saúde animal.